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Archive for the ‘Citação’ Category

Citação: Gai-Jin

Depois de comer sozinho, como sempre fazia, Yoshi foi se juntar a Koiko – se comessem juntos, invariavelmente, pelo costume, ela quase nada comeria, fazendo uma refeição antes, a fim de poder se concentrar nas necessidades dele. Naquela noite, Yoshi estava com vontade de jogar Go. Era um jogo complexo de estratégia, com pedras brancas e pretas, cada um dos dois jogadores tentando bloquear e capturar as pedras do outro.

Ambos eram bons jogadores, mas Koiko era uma virtuose, a tal ponto que podia, quase sempre, vencer ou perder a seu critério. Isso tornava o jogo duas vezes mais difícil para ela. Yoshi lhe ordenara que nunca perdesse deliberadamente, mas ele próprio era mau perdedor. Se ela ganhasse num dia errado, ele ficava irritado. Uma vitória num dos seus dias ruins acabava com todo o mau humor. Naquela noite ele venceu, por pouco.

– Oh, sire me destruiu por completo! E eu pensava que ia vencer!



p.771

– Amanhã, bem cedo partirei com trinta homens, deixando dez para escoltá-la, sob o comando de Abeh. Poderá me seguir mais devagar.

– Certo. Com sua permissão, posso segui-lo o mais depressa que puder?

Ele sorriu.

– Isso muito me agradaria, mas desde que chegue sem dores, no corpo ou no espírito.

– Mesmo que tal acontecesse, seu sorriso me curaria no mesmo instante. Outro jogo?

– Boa idéia, mas não Go.

Koiko sorriu.

– Neste caso, devo fazer alguns preparativos.

p.771-772

Fonte: Gai-Jin, Vol. II– James Clavell, Ed. Record. (Romance norte-americano ambientado na história do Japão).

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Citação/8: Gai-Jin

Desde que chegara a Quioto, além da paz temporária com Ogama, pouco realizara, além dos tempos de prazer… tão raros para ele. O prazer com Koiko, o treinamento diário com espada e artes marciais, massagens maravilhosas – Quioto era famosa por isso – banquetes em cada refeição, jogar Go e xadrez, escrever poesia.

(Nota: O paragráfo se refere a estadia em Quioto do Lorde Toranaga Yoshi, descendente do xógum Toranaga, membro do Conselho de Anciãos, guardião do herdeiro, o menino xógum).

Fonte: Gai-Jin, Vol. II, p.734 – James Clavell, Ed. Record. (Romance norte-americano ambientado na história do Japão).

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Citação: Gai-Jin

O homem se afastou apressado. O capitão sentia-se mais satisfeito do que o habitual. A inspeção da estalagem e do terreno, dentro das altas cercas de bambu do perímetro externo, e daquele setor em particular, cercado por sebes, com um único portão, deixara-o convencido de que o conjunto de bangalôs do xógum seria fácil de defender. A estalagem fora vedada a quaisquer outros viajantes naquela noite, as sentinelas conheciam a senha e todos se mantinham em alerta máximo. Ninguém podia se aproximar a menos de cinco metros do xógum e sua esposa sem permissão e ninguém, jamais, com qualquer arma… exceto o guardião, os anciãos do conselho e ele próprio, com os guardas que o acompanhassem. A lei era bastante conhecida, a punição para uma aproximação armada era a morte, tanto para o homem armado quanto para os guardas desatentos… a menos que fossem perdoados pelo xógum pessoalmente.- Ah, camareiro! Houve alguma mudança de planos?

– Não, capitão. – O velho suspirou, coçou a testa, a papada tremendo. – Os augustos estão se lavando, como sempre; depois descansarão, como sempre; depois irão para o banho real e receberão uma massagem ao pôr-do-sol, como sempre; depois jantarão, como sempre; jogarão Go, como sempre, e irão se deitar. Tudo em ordem?

– Por aqui sim.

Fonte: Gai-Jin, Vol. I, p.601 – James Clavell, Ed. Record. (Romance norte-americano ambientado na história do Japão).

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Cabeça de rato e pescoço de touro

Se durante uma luta, tanto você como o inimigo se perdem em minudências e o espírito torna-se confuso, deve lembrar-se do dito “Cabeça de rato e pescoço de touro” (*) dos mandamentos da arte militar.

Deixando de lado as pequenas idéias, isto é, os ataques a pontos sem importância, procure abraçar, de imediato, as grandes idéias. Uma das características da arte militar reside, precisamente, em ocupar-se com o mesmo interesse tanto das grandes como das pequenas coisas. Portanto, é essencial que o samurai tenha sempre em mente, na sua vida cotidiana, o sentido “Cabeça de rato e pescoço de touro”.

Tanto na arte militar de batalha de exércitos como na luta individual, não se deve esquecer esse princípio, mantendo o espírito muito atento para entendê-lo.

O que foi dito deve ser muito bem apreciado e compreendido.

(*) Nota: Cabeça de rato e pescoço de touro é um simbolismo que significa “a meticulosidade do rato e ousadia do touro”.

Bibliografia:
O Livro dos Cinco Elementos, Miyamoto Musashi.

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Olhar na arte militar

O olhar deve abranger o mais amplo espaço possível. Existem dois tipos de olhar: o de apenas ver e o de perceber. O olhar da percepção é poderoso, enquanto o de apenas ver é fraco. Ser capaz de enxergar como se estivesse perto o que está longe e como se estivesse longe o que está perto, eis o essencial na arte militar.

Importante na arte militar é conhecer a espada longa do adversário, sem fixá-la. É preciso estudar bem esta questão. O olhar dever ser o mesmo tanto num combate individual como numa batalha de exércitos. Ver os dois lados, sem mexer o globo ocular, é fator de grande importância.

Mas todo esse aprendizado demanda disciplina e paciência, não pode ser aprendido de repente, em momentos de urgência. Depois de ter compreendido tudo o que foi exposto aqui, é necessário refletir sobre a questão do olhar – que deve se manter o mesmo, tanto nas circunstâncias da vida cotidiana como em qualquer outras.

Convém meditar sobre tudo o que foi exposto aqui

Bibliografia:
O Livro dos Cinco Elementos, Miyamoto Musashi.

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“Suas cartas eram monólogos joycianos, escritas numa linguagem particular inventadas por ele, cheias de lógica onírica e sutil ilações falsas. As teorias eram sobre astronomia, geopolítica, religião e teoria dos jogos. E embora anos depois Nash tenha se referido muitas vezes a aspectos agradáveis do estado delirante, parece claro que sonhar acordado era extremamente desagradável, cheio de ansiedade e temor.

Antes da guerra árabe-israelense de 1967, Nash explicou, ele era um refugiado árabe-palestino de esquerda, um membro da Organização para a Libertação da Palestina e um refugiado que provocou um acidente diplomático na fronteira de Israel, pedindo às nações árabes que o protegessem para não ‘cair em poder do Estado israelense.’

Logo depois ele imaginava que era um tabuleiro do jogo de go, cujos quatro lados intitulavam-se Los Angeles, Boston, Seattle e Bluefield. Estava coberto com pedras brancas que representavam confucionistas e pedras negras que representavam os maometanos. O jogo de ‘primeira ordem’ estava sendo jogado por seus filhos, John David e John Charles. O jogo derivativo, de ‘segunda ordem’ , era ‘um conflito ideológico entre mim, pessoalmente, e os judeus, coletivamente’.

Algumas semanas mais tarde ele estava pensando em um outro tabuleiro de go em que os quatro lados tinham nomes das marcas de carros que ele havia possuído: Studebaker, Oldsmobile, Mercedes, Plymouth Belvedere. Ele achava que seria possível contruir ‘um sofisticado mostrador de oscilóscopio… uma função de penitência’.”

Fonte: Uma Mente Brilhante, Cap. 43 – Sylvia Nasar, Ed. Record.

Revisão: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em 18/3/2012.

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“Quando Shapley apareceu em Princeton, von Neumann já o considerava a estrela jovem mais brilhante na pesquisa da teoria dos jogos. Depois de se formar em Harvad, ele passou um ano na Rand Corporation, um grupo de pesquisadores em Santa Monica que tentava aplicar a teoria dos jogos à resolução de problemas militares, e chegou a Princeton, tecnicamente de licença na Rand. Foi imediatamente considerado brilhante e bastante sofisticado em seu modo de pensar. Um contemporâneo lembra que ele ‘falava bem de matemática, sabia um bocado’. Ele resolvia acrósticos duplos do The New York Times extraordinariamente difíceis sem usar um lápis. Era um feroz competidor e um exímio jogador de kriegspiel e de go. ‘Todo mundo sabia que seu jogo era estritamente particular’, disse um outro colega. ‘Ele saía de sua trilha para descobrir lances não padronizados. Ninguém conseguia prevê-los.’ Também lia muito. Tocava piano muito bem. Seus modos sugeriam uma forte consciência de sua linhagem e de suas perspectivas. Quando Lefschetz escreveu-lhe uma carta oferecendo uma generosa bolsa se ele fosse para Princeton, por exemplo, Shapley respondeu com altivez e com uma pitada de desdém, ‘Caro Lefschetz, a oferta é satisfatória. Pode dar sequência às formalidades. Shapley.’ ”

Fonte: Uma Mente Brilhante, Cap. 10 – Sylvia Nasar, Ed. Record.

Revisão: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em 18/3/2012.

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