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Archive for abril \28\UTC 2012

Nó Cego

Bruno Sergio Veras de Morais
Brasília/DF

Derna o início das minhas atividades goísticas, eu matutava sobre os termos de Go. Azuretado… águas turvas da dúvida… com mais frequência do que a maioria dos goístas brasileiros, de origem oriental (japonesa, chinesa ou coreana) ou não. Eu ficava esbaforido tentando compreender o significado das palavras (e ainda fico meio incandeado e meio lelé-da-cuca). Era uma grande pindaíba mental. Quiprocó daqueles!

Não arribo das dificuldades e não gosto de ficar numa rimueta… Sei que o assunto é cabuloso. Porém sem querer ser queixão ou causar xilique… apresento algumas considerações aos goístas mais experientes sobre o uso do jargão goístico. Mas não sou o cão chupando manga.

Não pense o amigo leitor que sou uma pessoa estabanada por abordar o assunto. Não estou engabelando ninguém… apenas tentando ajudar aos iniciantes… Estripulia magística? Será que vai dá bode? Entonce vamos aos finalmentes

Não é apenas a gauchada que possui um dialeto… O Brasil é um país de muitos falares… Quem leu e entendeu? Todos? Com certeza apenas alguns leitores. Pernambucanos ou nordestinos viajados. Os parágrafos iniciais foram escritos em bom  pernambuquês. Regionalismo pernambucano. Forma de falar peculiar, de raiz e tradição de meu Pernambuco querido…

Ora…  se o leitor ficou confuso com o pernambuquês… Imagine o iniciante goísta ouvindo: atari, hane, shibori, aji, gote, sente, joseki… e por aí vai…

É para qualquer um ficar confuso e desmotivado… não é mesmo?

Assim, ao ensinar Go:

  • Evite usar palavras do jargão goístico.
  • Apresente ideias e conceitos.
  • Quando necessário… utilize termos em português (ou aportugesados), mesmo que sejam inadequados ou de uso não oficial. Exemplo: atari, ameaça; boshi, chapéu; goban, tabuleiro; kiri, corte; ko, luta; etc.

O difícil é ser simples. Complicar é muito fácil… e afasta de nosso convívio as pessoas que poderiam aprender a arte de Go. “Não espante a lebre”. Deixe o tempo trabalhar… aos poucos… os termos serão dominados e conhecidos, pelo menos os principais.

E quanto aos parágrafos em pernambuquês? Tradução? O leitor poderá conhecer um pouco sobre o regionalismo pernambucando visitando os sites:

Dicionário Pernambuquês – 1

Dicionário Pernambuquês – 2

Dicionário Pernambuquês – 3

Nota:
Título: Nó Cego
Versão 1 publicada em 12 de fevereiro de 2007

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Rank

O rank indica a força/técnica dos jogadores de Go – profissionais ou amadores.

Dan é a unidade padrão de referência que indica nível técnico/força dos jogadores mais fortes. Jogadores mais fracos são classificados com outra unidade padrão para indicar força/técnica: o kyu.

Nível dan
(termos japoneses)

Referência Web: http://senseis.xmp.net/

Nota:
Título original: “Termos usados em Rank de Dan”
Versão 1 publicada em 18 de março de 2007

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Abanamento Ninja

Dois goístas do New York Go Center praticando “abanamento ninja”. Milenar arte marcial baseada no aforismo: “Rir é o melhor remédio.”

Autoria das fotos: New York Go Center

Parabéns aos grupo NYGC pelas fotografias!
Originalidade, criatividade e muito humor!

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Reflexão

A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos.

Cícero

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Boa Forma

por Bruno Sergio Veras de Morais
nick KGS: Magista

Boa forma é um dos temas mais sutis da teoria goística. Compreender porque uma forma é boa ou má exige conhecimento teórico, experiência e sensibilidade estética. Por incrível que pareça, até mesmo jogadores de alto nível técnico, em algumas posições de partida, se equivocam na construção da forma, da boa forma.

A pedra é o elemento construtor das diversas estruturas e agrupamentos que se formam sobre o tabuleiro de Go (jap. goban). Sem dúvida alguma, a pedra quando posicionada (ou retirada) sobre o tabuleiro possui energia – poder ou potencial de realizar trabalho. Contudo, as formas (os diversos tipos de arranjo das estruturas e agrupamentos) possuem qualidades que não resultam apenas da agregação das pedras. A qualidade de uma forma está vinculada às propriedades das áreas do goban (canto, lateral e centro); das linhas/colunas; das fases da partida (abertura, meio jogo e final); e principalmente ao planejamento de jogo e das ações táticas.

A forma resulta da sucessão de lances – alternados ou contínuos – que são realizados com finalidade de obter poder ou território. Um bom lance (e a forma resultante) é eficiente, eficaz e efetivo. Eficiente por ser econômico. Eficaz porque realiza objetivos estratégicos ou táticos. Efetivo por exercer pressão sobre o adversário e criar alternativas de desenvolvimento, ataque ou defesa.

A questão fundamental é: como saber se uma forma (ou lance) é boa ou má? Marcos Moennich, transcrevendo ensinamentos de mestres goístas, apresenta três perguntas necessárias à correta identificação:

a) Ela (a jogada) FUNCIONA?

b) É ela EFICIENTE?

c) Ela MAGOA (= fere, atinge) o oponente?

E complementa os ensinamentos sobre estilo correto e boa forma apresentando dois critérios fundamentais:

  1. Boa forma é a que EXERCE A MÁXIMA PRESSÃO NO OPONENTE – “Joguem de uma pedra (nossa) para outra pedra (do inimigo);
  2. Toda jogada deve possuir (= ameaçar) uma boa continuação.

(Moennich, Marcos – Viagem ao Reino do Go II, página 4)

Em síntese:

Em breve!
[leia Exemplos de boa forma]
[leia Exemplos de má forma]

Nota:

Título original: “Nota Técnica sobre Boa Forma”, texto publicado em abril/2006 – versão 1.0, no site GO Brasil (Wiki Brasileiro sobre Go) com os agradecimentos abaixo transcritos:

Agradecimentos

Fiquei muito feliz ao ler o primeiro artigo de Fagner Fernandes. E espero outros! Parabéns meu amigo! Continue capivarando! Tenho certeza que as idéias apresentadas no artigo serão de grande valor e útil para os goístas iniciantes, que buscam desesperadamente bibliografia em português. Se cada capivara goísta brasileiro escrever sobre um tema da Arte de Go… Uma pequena fagulha de conhecimento e experiência se transmutará em fogaréu goístico… Eis o poder do idealismo e da vontade de ser útil!

Agradeço a Fagner Fernandes (nick KGS: GarouFH) o convite para capivarar sobre o artigo Boa Forma (http://go.theend.com.br/moin.cgi/BoaForma02) publicado no GO Brasil (Wiki Brasileiro sobre Go – http://go.theend.com.br/moin.cgi/Principal). Peço desculpas pelas eventuais incorreções da Nota Técnica sobre Boa Forma. O tema é de grande complexidade. E espero que os goístas fortes e de alto nível técnico possam corrigir e complementar as minhas impropriedades e equívocos.

Brasília, 12 de abril de 2006.
Bruno Sergio Veras de Morais, nick KGS: Magista.

 

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