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Archive for maio \25\UTC 2007

Incoerências

SOMOS incoerentes muitas vezes, em nossas atitudes, pensamentos e análises.Descrevo abaixo situações ilógicas, sendo algumas até injustas:

1 – O CAVALO ganha a corrida; o dono é quem recebe o prêmio.
2 – A COZINHEIRA faz o bom tempero; os louvores merece-os a patroa.
3 – O FILHO do pobre é amarelo; o do rico é pálido.
4 – O POBRE se embriaga; o rico se diverte.
5 – A PIADA do chefe é interessante e desconhecida; a do subordinado é sem graça e velha.
6 – A VISITA do rico é oportuna e desejada; a do pobre é intempestiva e desprezada.
7 – O MÉDICO é um santo, quando trata; é um demônio, quando manda a conta.
8 – O ADVOGADO é o maior, quando ganha a questão; é um desonesto, quando cobra os honorários.
9 – A SENTENÇA do juiz é luminosa e justa, quando favorável; cheia de erros e iníqua, quando desfavorável.
10 – SE O TIME ganha, os jogadores atuaram bem; se perde, o técnico orientou mal.
11 – O JUIZ de futebol é imparcial, quando nosso clube ganha; ladrão, quando perde.
12 – ERRO de sábio é engano; o do inculto, burrice.
13 – RECEBEMOS ato de gratidão porque fizemos noventa e nove favores; somos esquecidos e criticados porque deixamos de fazer o centésimo.
14 – DO COLEGA que sobe, lembramos até a cor dos olhos; do colega que fracassa, esquecemos até o nome.
15 – O LIMÃO, que devia ser maior, é menor; a lima, que devia ser menor, é maior.
16 – A CORDA, que devia ser fina, é grossa; o cordão, que devia ser grosso, é fino.
17 – FILHO de rico é engraçado; de pobre, é metido.
18 – RICO fica estressado, pobre fica louco.
19 – MULHER rica, se mal vestida, é simples; se pobre, é molambenta.
20 – ADOLESCENTE delicado, se rico, tem distúrbio glandular; se pobre, é veado.
21 – QUEM joga e perde é viciado; quem joga e ganha é abortado.
22 – RICO teimoso tem personalidade; pobre, tinhoso.
23 – SENDO pouco o castigo, irrita; sendo muito, amansa.
24 – O ESQUECIMENTO no moço é distração; no velho, é esclerose.
25 – NA MOCIDADE, deixamos o vício; na velhice, o vício nos deixa.
26 – DISENTERIA de rico é distúrbio intestinal; de pobre, é diarréia.
27 – RICO morre enfraquecido; pobre morre tuberculoso.
28 – POBRE grosseiro é mal educado; rico é temperamental.
29 – DA RICA se diz: está grávida; do pobre, está barriguda.
30 – CARRO velho de rico é fora-de-linha; de pobre é “pau veio”.
31 – RICO, quando baixo, é de pouca estatura; pobre, é pintor de rodapé.
32 – MOÇO quando tropeça está apressado; velho está gagá.
33 – FESTA de rico é baile; de pobre, é forró.
34 – ESPIRITISMO de rico é ciência; de pobre, é macumba.
35 – POBRE magro é sinal de fome, rico, é índice de esbelteza.
36 – POBRE, quando furta, é ladrão; rico, é esperto.

Autor: Desconhecido

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Go Tetris

Quem nunca jogou Tetris? Popular jogo eletrônico criado em 1985-1986 por Alexey Pajitnov, Dmitry Pavlovsky e Vadim Gerasimov. Pajitnov e Pavlovsky engenheiros informáticos no Centro de Computadores da Academia Russa das Ciências. E o danadinho do Vadim era um rapaz de apenas 16 anos.É um jogo muito simples e fácil de jogar. Mas concluir com sucesso as etapas… Isso é outra história… Ah! Você não lembra do objetivo do jogo? Não?

Objetivo: Tentar encaixar corretamente as figuras (de diversos formatos) que descem em direção a uma base. Cada linha corretamente encaixada desaparece e gera pontuação. Mas você fica em apuros quando não encaixa as formas. Se as linhas incompletas se acumularem até o topo… o jogo termina e você perde…

E que tal jogar uma partida de GO TETRIS? Desenvolvido por Martin Grider, é uma combinação de GO e TETRIS.

Você pode jogar on-line!

Clique aqui e jogue!!!

Referência Web:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tetris

Referência Bibliográfica:

American Go E-Journal Volume 8, #39: May 21, 2007

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As brancas capturam um grupo enorme. O dragão foi cercado e capturado sem perdão ou arrependimento…

Reproduza a partida publicada em Go4Go.net:

11th Korean Fresh Best 10 – 2007-04-20:
Ju Hyeongwuk 4p (Black) vs. Lee Jaeung 5p (White) W+R

Fonte: newsletter IGN “Goama”

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TIG2007

Transcrição de e-mail recebido em 20/05/2007 – ref. a classificação final do TIG2007.

Parabéns aos participantes e, em especial, para Jordi Gené que com seu idealismo e empenho incentiva o desenvolvimento do jogo de Go.

Hola a todos,

ya tenéis a vuestra disposición la clasificación final del torneo: http://www.goprat.es/tig2007cla.htm

Enhorabuena de nuevo al campeón, Vicente Hu (Colombia) vencedor invicto del torneo. A continuación 3 argentinos, Eduardo López Herrero, Rim Byeong Doo y Fernando Aguilar.

Quiero destacar el buen desempeño de Luis Mariano Cajiao (Costa Rica), Alberto Romero (Argentina) y Cristovao Neto (Portugal), partiendo con un punto menos al inicio del torneo han ocupado las 3 siguientes plazas.

Gracias a todos los participantes y nos encontramos en el TIG2008.

Saludos.
Jordi Gené
http://www.goprat.es/

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O Capivara

Artigo publicado no site GOBR

Capivara, jogada capivaral, capivarada, inspiração capivaresca. Quando visito o KGS (Kiseido Go Server) para jogar ou conversar, de vez em quanto utilizo essas palavras e correlatas. Muitos goístas ficam em dúvida sobre o significado dos termos. O que significa capivara Magista? É a pergunta comum dos novos amigos, que ainda não conhecem o meu jeito de falar… meio enxadrísta, meio goísta.O termo vem do xadrez. Capivara é o jogador iniciante, que possui pouco conhecimento teórico e prático. É utilizado não de forma pejorativa, mas indicando uma condição que embora transitória cria situações hilárias, interessantes e paradoxais. E por extensão é utilizada para identificar fatos, situações e lances realizados durante a partida que lembram a condição do novato, do inexperiente das primeiras horas…

Existem vários tipos de capivaras. E aqui não apresento todas as modalidades, mas apenas as principais características do jogador capivaral. Existe todo tipo de “bicho”. Uns sabem que são capivaras e procuram sair desta condição com estudo e muita prática. Outros vivem enganados pela vaidade e o orgulho – progridem pouco, pois não sabem que não sabem ou a ilusão do intelecto embota o julgamento de sua condição. Mas é bom lembrar aos interessados – aos goístas esforçados e conscientes de suas limitações -, que a condição capivaresca é feito praga de espelho (quebrou um… azar por sete anos…) pode durar muito tempo…O leitor está curioso sobre o capivara? Deseja conhecer as suas características? Conhecer seu mundo existencial? Descobrir suas motivações e segredos? Perceber a complexidade de suas emoções? Então vamos conhecer este “bicho” surpreendente e enigmático…

O capivara vive a perder partidas ganhas. Quando a posição exige lance simples e objetivo, complica jogando um movimento especulativo. Se a partida está perdida, com grande diferença de material ou clara vantagem estratégica, ele insiste em continuar e adota uma postura de quem já ganhou. Não… não deseja aprender… ele insiste porque está convencido que ainda pode ganhar.

Assistindo as partidas informais – numa partida de torneio, o capivara seria convidado a sair… -, não se contém… e dá sua opinião sobre o melhor lance, que costuma ser perdedor…

É um “comedor de peças” (no xadrez é dito: comedor de peões), pois ainda não compreende ou conhece: a importância da influência; do tempo; o valor relativo das peças; as jogadas marotas; o sacrifício de material; a hierarquia das jogadas; as características das linhas e das diversas áreas do tabuleiro; as fases do jogo; os grandes temas estratégicos e táticos; a necessidade da análise sistemática das variantes ou da posição global. Daí o baixo nível técnico… ou melhor, a “gula”. Toma todas as peças possíveis sem perceber que o “Cavalo de Tróia”… possui vários sabores e formas…

Não fica constrangido ao voltar uma jogada e com freqüência fala para o adversário (quando é educado) posso voltar o lance? Violando as regras de etiqueta (no xadrez existe a regra áurea: peça tocada, peça jogada). Não percebe que agindo assim dificulta o próprio aprendizado. Alguns chegam, também, a colocar os dedos sobre o tabuleiro. Numa tentativa vã de clarear o raciocínio e descobrir as intenções do adversário.

O capivara é fã de carteirinha das formações exóticas e pouco sólidas. Conhece todas ou pelo menos pensa que conhece. E fica perplexo com a teimosia dos jogadores fortes, que não utilizam as formações heterodoxas.

Possui uma relação de amor ou ódio com a entrega de material, a barganha entre o valor material e o valor estratégico. Foge do sacrifício como o diabo da cruz ou morre de paixão pela entrega inconseqüente de material. Não existe meio-termo para o capivara.

Uma tara comum encontrada no mundo capivaresco: o culto as armadilhas e as jogadas espetaculares e mirabolantes. Para o capivara vencer buscando de forma objetiva, técnica e sistemática é coisa vulgar. Ele passa horas e horas decorando armadilhas e “fórmulas” ganhadoras.

O capivara sabe-tudo não analisa as partidas jogadas, pois “sabe” onde errou ou acha que não é importante rever as partidas disputadas. E se um jogador mais experiente indica seus erros, ele tem “justificativa” técnica na ponta da língua. O capivara não erra, ele se engana. Quando isso ocorre é por culpa do adversário… O “sabido” joga esperando que o adversário erre. A análise da posição tende a ser superficial devido ao pouco conhecimento técnico e a inexperiência. E o desejo de que o adversário não descubra as intenções de sua “jogada brilhante” turva a análise.

Jogar, jogar, jogar… de forma compulsiva, rapidamente, sem refletir sobre a qualidade dos lances realizados, sem analisar a conseqüência das jogadas, sem perceber o fluir da partida, sem delinear um plano estratégico ou de ação. Eis outra característica do capivara. Perdido na vastidão do desejo de se transformar num jogador experiente e forte, não encontra o caminho da reflexão e da sabedoria.

Confunde ações de ataque e de defesa. Muitas vezes pensa que ataca quando na verdade é atacado, pois não possui sólida formação teórica e experiência para analisar com segurança certas posições da partida. A visão sobre o jogo é ainda muito limitada. Joga apenas para fazer território. O binário poder x território é uma incógnita. A harmonia estética da boa forma… uma miragem…

Oh! Como é grande o centro! Com ele vou ganhar o jogo! Que tolo meu adversário… jogando pelos cantos e nas laterais! E assim o capivara flutua no Céu, nas áreas altas do tabuleiro, na esperança de fazer grandes e indestrutíveis territórios.

Vencer o medo de perder é o grande desafio a ser superado pelo capivara e até por muitos jogadores experientes. Quem não gosta de ganhar uma partida? A vida em sociedade incentiva o comportamento competitivo. Introjeta no indivíduo os falsos valores do sucesso e da derrota (em função do status social e da situação financeira). O medo da derrota esmaga a auto-estima do capivara, que tende a transferir para o jogo a exigência da vitória, o sonho do sucesso (vencer ou vencer) tão incentivado na vida social. O capivara evitando ou temendo jogar contra goístas mais fortes e experientes, ainda não percebeu que o mais importante da partida não é o resultado – vitória, derrota ou empate. É o processo de construção da partida. A vitória e a derrota são efêmeras e grandes ilusões. Quem nunca descobriu que ao vencer perdeu… ao perder ganhou? Assim também é na vida… não é mesmo?

Os capivaras de todos os tipos, de todos os quadrantes, de todos os jogos, de todos as atividades se assemelham e possuem afinidades. Onde existir atividade humana, aí encontramos o capivara e a capivarada. O erro não decorre da inexperiência, do momento leviano, do juízo apressado, do desejo, da mesquinhez de sentimentos, da soberba, do autoritarismo, da tola vaidade, da ilusão da permanência, da astúcia, do ódio, da inveja, da mentira? Errar não faz parte da condição humana?

Ninguém escapa de uma capivarada. O lance infeliz que compromete a partida. Ou de um dia de pouca inspiração, quando capivaramos do começo ao fim numa partida (ou em várias partidas). Não importa a força do goísta… O lance desastroso será realizado… o dia capivaral chegará… mais cedo ou mais tarde!

O que fazer nos momentos capivares? Só resta ter paciência e sorrir. Aprender com o momento de sofrimento mental e espiritual. E recordar a bela poesia de Nelson Motta e Lulu Santos (Como uma onda):

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinitoTudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar

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Reflexão

“O Congresso Nacional passa pela crise de respaldo ético em sua atuação. Causa-nos também particular preocupação a existência de fortes indícios de corrupção em setores da Justiça, com a investigação de Magistrados e Procuradores a respeito da prática de ilícitos, o que pode propiciar a impunidade e a perda de confiança do povo.


Urge uma Reforma Política que fortaleça a democracia direta e participativa, aperfeiçoe a democracia representativa e favoreça maior transparência do Poder Judiciário. Convidamos nossas comunidades eclesiais a participarem deste processo, conhecendo as propostas em questão, manifestando-se junto aos parlamentares, para que a Reforma Política se torne realidade.”


Fonte: Declaração sobre o Momento Político Nacional, da CNBB.

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Sabores e Cores

A beleza é um acordo entre o conteúdo e a forma.
Henrik Ibsen
(Dramaturgo norueguês)Os olhos deviam aprender
com a razão.
Johannes Kepler
(Astrônomo alemão)

Nossos sentidos nos enganam ou são insuficientes
quando se trata de análise, observação e apreciação.
Pierre Bonnard
(Pintor francês)

O prazer, a intensidade emocional e a beleza estética de uma partida de Go não estão vinculados ao resultado da disputa. Ilusório é o apego à vitória ou ao sofrimento da derrota. A primeira cria a vaidade da superioridade técnica. A segunda a dor da humilhação intelectual. Eles estão vinculados à construção da partida. Processo único e irreversível. Fruto da ação de duas mentes. Construtoras de idéias, conceitos, conjecturas e problemas/soluções.

Elementos construtivos da partida, as pedras se combinam para gerar formas e espelhar o fluxo criativo dos jogadores. Cada momento da partida é rico em possibilidades. A materialização do planejamento e das ações táticas não depende exclusivamente dos agentes construtores, os goístas que disputam a partida. Resulta da característica da posição(*) existente sobre o tabuleiro e o nível técnico dos jogadores.

Contudo, o goísta ao realizar um bom movimento ou seqüência de movimentos sente uma grande satisfação e prazer. Pois percebe o fato como fruto de seu esforço e dedicação. E isso independe do resultado da partida. Esse fenômeno é percebido mais claramente nas partidas em que o jogador, mesmo realizando excelentes movimentos, perde a partida em decorrência da qualidade técnica do oponente. A partida foi perdida, mas a satisfação de ter jogado bem é intensa e gratificante. E muitas vezes supera a emoção da vitória conquistada numa partida medíocre e eivada por erros e lances fracos.

Vejamos alguns exemplos de momentos prazerosos, que independem do resultado da partida. Momentos fugazes como a vida, mas que guardam em suas entranhas o sentido e o valor do que é essencial.

Quem nunca sente satisfação quando numa partida:

– consegue perceber o momento exato de deixar inoperante um grupo de pedras grande ou de valor estratégico?

– escolhe deixar viver pequeno, para obter vantagem posicional, superando a ganância (existindo a possibilidade de ganho de material – a captura das pedras adversárias)?

– vence uma longa batalha de ko devido à leitura correta da posição (análise) ou a descoberta de um lance sutil ganhador?

– constrói problemas complexos e inesperados, que exigem do oponente muita reflexão e resposta correta?

– realiza um sabaki eficiente e do “nada” produz poder ou território?

– destrói um grande moyo, de forma totalmente inesperada para o adversário?

– estando inferiorizado na partida, consegue opor grande resistência às tentativas do adversário de obter uma vitória esmagadora; e reverte a vantagem de pontos do oponente em derrota por pontuação mínima (0,5 pontos) – ou até transformando a derrota em vitória?

– invade (ou reduz) com sucesso uma área do tabuleiro bem defendida pelo adversário?

– disputada contra um jogador tecnicamente mais forte, responde de igual para igual todos os ataques do oponente, sem medo ou indecisão?

– descobre o ponto vital de um grupo adversário, após um longo e acurado exame das variantes?

– após uma luta árdua, consegue uma posição de seki, salvando assim pedras importantes para a pontuação final da partida?

– estabiliza um enorme grupo flutuante ameaçado de captura e vagando sobre o tabuleiro?

Nota Técnica

(*) Característica da posição: Formas, espaços, a energia – poder/potencial de trabalho das pedras, como as propriedades das linhas e áreas interagem com as pedras, o fluxo energético, campo de influência local e campo de influência distante, o campo de interferência das energias, o equilíbrio de material, etc.

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